Sobre mim

Sou a Sónia Cebola.
Sou Engenheira Topógrafa de formação e conto com mais de duas décadas de experiência profissional na Administração Pública, nas áreas do território, cartografia, organização do trabalho e desenvolvimento de projetos. Exerço funções de liderança e coordenação de equipas desde 2012.
Facilito também, desde 2024, sessões semanais de meditação para colegas de trabalho, e desenvolvi um Programa de Liderança Consciente e Bem-Estar Organizacional, porque liderar pessoas pede o mesmo olhar sistémico que aplico no território.
À primeira vista, podem parecer mundos diferentes. Para mim, não são.
A Topografia ensinou-me a observar antes de intervir, a compreender relações, a ler o território e a não tirar conclusões a partir de um único ponto. Com o tempo, percebi que é também assim que trabalho com pessoas, animais, ambientes e relações: procuro compreender o contexto, identificar ligações e tornar visível aquilo que, isoladamente, pode não fazer sentido.
Onde há relações, há um sistema.

Um percurso feito de diferentes mundos
Em criança queria ser veterinária. A proteção animal acompanha-me desde sempre. Como voluntária e, mais tarde, na direção de associações, cuidei de milhares de animais. Pela minha casa passaram mais de cem gatos, que ali recuperaram e encontraram uma família.
A vida profissional levou-me para outro território: a Engenharia, o serviço público, a gestão de equipas, a tomada de decisão e a liderança.
Em paralelo, aprofundei o desenvolvimento humano e diferentes caminhos terapêuticos: Pós-Graduação em Mindfulness, Compaixão e Saúde, Constelações Familiares e Multiespécie, Inteligência Emocional, Neurocomunicação, Neuroliderança, Aromaterapia Científica, Terapia Regressiva, Xamanismo, Reiki, Radiestesia e Comunicação Intuitiva com Animais.
Durante muito tempo, estas partes pareciam separadas. Hoje são precisamente aquilo que me distingue.
Estrutura e sensibilidade. Observação e intuição. Território e relações. Humanos e animais.

Como trabalho
Não parto de uma técnica. Parto do que está a acontecer: uma mudança, um conflito, um padrão que se repete, uma dificuldade emocional, uma relação, uma equipa ou uma situação que envolve um animal.
Primeiro observo o terreno, numa leitura por camadas: a história, o corpo, o comportamento, o ambiente, os vínculos, os limites, o sistema familiar e os lugares que cada um ocupa. Só depois escolho as ferramentas que fazem sentido para aquela pessoa, aquele animal e aquela situação, distinguindo sempre observação, facto, hipótese, intuição e simbolismo.
Sem respostas automáticas. Sem procurar culpados. Sem transformar interpretações em factos.
Não olho apenas para o animal. Nem apenas para o humano. Olho para a relação entre tudo.
O que nasceu deste percurso
Da integração entre a proteção animal, a visão sistémica, o percurso terapêutico, a meditação e a minha forma estruturada de ler relações e territórios nasceu a Harmonia Multiespécie. E, com ela:
- o livro Animais que Curam o Invisível;
- o livro Histórias que Curam o Invisível (2026), histórias breves e simbólicas, cada uma com uma reflexão, um pequeno ritual e uma frase de cura;
- as Cartas Sistémicas Multiespécies, um espelho simbólico criado em coautoria;
- o projeto O Peso Invisível de Salvar, dedicado a quem cuida na proteção animal;
- a Cartografia Viva da Proteção Animal, uma plataforma de articulação da rede em Portugal;
- aplicações digitais de reflexão e desenvolvimento pessoal.
Conduzo também retiros, encontros, palestras e grupos.
Porque acredito profundamente numa coisa: o animal não vive isolado. O humano também não. Vivemos em relações, famílias, equipas, lugares e histórias — e muitas vezes só compreendemos o que está a acontecer quando deixamos de olhar para uma peça isolada e começamos a ver o conjunto.
O que procuro trazer
Não acredito em respostas mágicas nem em fórmulas iguais para todos. Acredito em observar melhor, fazer as perguntas certas, perceber o que pertence a quem e encontrar um movimento possível.
Da confusão à clareza, ao equilíbrio, ao caminho.
Não precisas de chegar com respostas. Podemos começar por conhecer o terreno.
As abordagens terapêuticas, sistémicas, intuitivas e energéticas são utilizadas de forma criteriosa e nunca substituem o acompanhamento médico, veterinário, psicológico ou comportamental adequado. Quando existe uma questão de saúde, esse acompanhamento vem sempre primeiro.